O advogado moderno deve ser um verdadeiro executivo empresarial, devendo não somente dominar a norma, mas estar envolvido no cenário político, econômico, legislativo, regulatório, na atividade organizacional, negócios e gestão estratégica.
Não se pode negar que todos os dias, sem exceção, as empresas tomam uma ou várias decisões.
Mas você sabia que nem sempre (ou quase nunca) a pura intuição é a melhor forma de tomar essas decisões?
Pelo menos três fatores devem ser elevados para que essa tomada de decisões tenha maior chance de ser assertiva:
- Identificação do problema;
- Coleta de informações;
- Listagem de alternativas.
Dos pontos básicos acima, o processo decisório, o que realmente promove mudanças na empresa é a listagem e a escolha de alternativas e, apesar de não ser cultural no modelo brasileiro de gestão de empresas, a importância do advogado nesse processo vem aumentando muito rapidamente, principalmente depois da crise da COVID-19.
Quando uma empresa contrata um Escritório de Advocacia, espera dela orientações confiáveis que contribuam para a tomada de decisões, devendo o advogado trabalhar de forma sempre preventiva (pelos menos dois passos a frente), estando atento às mudanças ao seu redor e estar alinhado com as estratégias organizacionais.
Em outras palavras, o Escritório de Advocacia, ou o advogado, deve ser considerado como ativo estratégico das organizações, devendo ser incluído na gestão estratégica, uma vez que, ele também, indubitavelmente, cria valor como os demais departamentos estratégicos empresariais
O advogado moderno deve ser um verdadeiro executivo empresarial, devendo não somente dominar a norma, mas estar envolvido no cenário político, econômico, legislativo, regulatório, na atividade organizacional, negócios e gestão estratégica.
J. P. Morgan, citado por Selem e Leite (Gestão estratégica do departamento jurídico moderno), cunhou a célebre frase: “eu não quero advogados que me digam que não posso fazer o que quero, mas sim me digam como fazer o que quero”.
Deve o Escritório de advocacia atuar de forma proativa, construindo informações, mostrando dados sobre novos e potenciais negócios, verificando nichos mercadológicos e novos investimentos.
Mas não é só: o Escritório deve manter uma equipe com intimidade em “legal operations”, que nada mais é do que tudo aquilo que não é especificamente jurídico. Por exemplo, a gestão de pessoas; tomada de decisão; gestão de recursos; alinhamento para o contencioso de volume.
O Escritório também deve utilizar o “legal analytics”, que, em síntese, é o uso de dados como big data para a tomada de decisões. Os dados são capazes de trazer maior confiabilidade e segurança à decisão que deverá ser tomada.
Tomar decisões não é algo fácil, especialmente porque em uma empresa uma decisão em um setor pode resultar em algo catastrófico para outro. Como vimos, o processo decisório pode envolver incerteza, complexidade, consequências de alto risco, alternativas com consequências diversas e/ou questões interpessoais.
Lasserre Advogados conta com experiência de seus advogados para identificar oportunidades, apontar soluções e auxiliar na tomada de decisões. São mais de 20 anos (nessa nova fase) em que enfrentou ombro a ombro com empresários diversas dificuldades e soube entregar respostas nos momentos de maior angústia ao cliente.